
Estou usando o sorriso que você me deu.

Ele pode pensar em você. Todos os dias. E, ainda assim, preferir o silêncio.

“Eu queria sentir meu coração pulsar forte outra vez. Queria a sensação de borboletas no estomago e pernas bambas, aquele nervosismo gostoso que sempre me dava ao avistar aquela pessoa amada, e que logo desmanchava com um abraço demorado. Eu queria mãos nas minhas mãos, sinto falta de simples gestos e carícias, falta de um olhar cheio de desejo e ao mesmo tempo compassivo, calmo e profundo. Sinto falta de ter com quem sorrir, com quem desabafar. Sinto falta de um amor completo e totalmente idealizado. Quero me surpreender, quero alguém que me tire o fôlego, que me faça querer fugir sem medo de olhar pra trás. Alguém que esteja disposto a entender meus dramas, a me beijar sempre que eu estiver falando sem parar. Eu quero alguém que sinta minha falta e se preocupe comigo mesmo horas mais inconvenientes. Quero um confidente, um sinal contrário, daqueles bem oposto, pra que eu me sinta cada vez mais envolvida, cada vez mais atraída e principalmente apaixonada. Não alguém completamente diferente de mim, quero que tenhamos algo especial em comum, algo que nos ligue, que nos prenda um ao outro. Quero alguém pra cuidar, pra poder chamar de “meu”. Quero um abrigo para os meus momentos de conflito interno, para preencher meus dias de forma que eu não consiga esquecer um só deles. Eu preciso de alguém que me salve dos dias comuns e monótonos, por que eu já não aguento mais tanta solidão. Alguém longe de ser perfeito, alguém longe de possuir a mais notável beleza, eu só quero alguém que me ame e que esteja disposto a fazer isso mesmo diante dos meus piores momentos. Alguém que lute por mim, que não desista de me conquistar dia após dia. E que mesmo que se assole sobre nós o peso da convivência, alguém que me faça feliz por apenas está ao seu lado.” — Lohanna Mota (perfume de lembranças)